Sem retrospectivas, sem balanços, sem frustações, sem expectativas.
Só posso dizer que desde 2004 eu não podia comemorar tanto um final de ano. 2007 foi difícil, teve momentos muito ruins e graves, mas não foi a avalanche chata dos outros. Foi um ano positivo.
E 2008 vai ser o meu ano!!!!
Feliz ano novo para todos!
Publicado em 31 de dezembro de 2007 às 06:03 por grécia
FILHO:
Pai, por que o senhor sempre fala que eu tenho que ser corintiano?
PAI:
Porque o Corinthians é o melhor time do mundo, filho. É o Timão!
FILHO:
Mas o Corinthians não foi rebaixado para a Segunda Divisão? E o
apelido Timão não é porque no símbolo do Corinthians tem um timão de
navio?
PAI:
Bem, é verdade. Mas nós só fomos rebaixados por causa de uma parceria
com um fundo de investimentos chamado MSI que desgraçou o Corinthians.
FILHO:
Mas não foi essa MSI que comprou o Tevez, o STJD e o Márcio Rezende de
Freitas para garantir o título nacional de 2005, que na verdade foi
conquistado pelo Internacional?
PAI:
Foi, mas depois....Ah!, isso não importa, filho. Nós somos a maior
torcida de São Paulo e a segunda maior do Brasil.
FILHO:
Isso é legal, né, pai!? Mas a Índia e a China são os países mais
populosos do mundo e nunca ganharam uma Copa e a Itália, que é um país
pequeno e com menos torcida, já tem quatro mundiais, não é!?
PAI:
É filho, tá certo, porra!!!
FILHO:
Calma, pai, o senhor está bravo só porque o Corinthians não é nada
disso que o senhor pensava?
PAI:
Pára com isso, filho! Nós já fomos campeões mundiais!!!
FILHO:
Sério, pai!? Quando?
PAI:
Em 2000.
FILHO:
Que legal! Então nós também ganhamos a Libertadores em 99?
PAI:
Não, na verdade quem ganhou a Libertadores em 99 foi o Palmeiras. Você
não sabe que nós NUNCA ganhamos uma Libertadores em mais de 90 anos de história!?
FILHO:
Ué, então porque o Corinthians jogou esse mundial em 2000?
PAI:
Ah! É que fomos convidados para jogar, porque ganhamos o Brasileirão em
98 e tínhamos o apoio de um grupo de investidores estrangeiros que
precisava colocar o Corinthians lá. O Vasco ganhou a Libertadores de
98 e também foi chamado.
FILHO:
Entendi. Então na Europa chamaram o campeão da Liga dos Campeões da
UEFA de 98?
PAI:
Sim, mas também chamaram o Manchester, que venceu a Liga em 99.
FILHO:
Então por que não chamaram o Palmeiras? Porque o campeão sul-americano
de 99 não foi o Corinthians que nunca passou de uma semi de
Libertadores, foi?
PAI:
Não sei, filho, mas que merda!!!!
FILHO:
Então esse torneio não foi sério. Não teve critério para as escolhas
dos clubes! Mas o Corinthians ganhou do Manchester e do Real Madrid, né,
pai?
PAI:
Não. Na verdade ganhamos do perigoso Raja Casablanca com um gol
roubado em que a bola não entrou, empatamos com o Real Madrid no
Morumbi, graças ao Anelka que perdeu um pênalti, e depois "goleamos" o
poderoso Al Nasser por dois a zero.
FILHO:
E na final ganhamos de quem?
PAI:
Na verdade não ganhamos. Empatamos com o Vasco por zero a zero no
Maracanã e o "título" veio nos pênaltis.
FILHO:
Quem foi o herói corintiano que fez o gol do título?
PAI:
Ninguém. Na verdade, o Edmundo chutou pra fora e nós ganhamos.
FILHO:
Mas este ano comemoramos 30 anos do título de 77. Que campeonato foi
esse tão importante?
PAI:
Foi o Campeonato Paulista. Saímos de uma fila de 22 anos sem título
com gol de Basílio contra a "fantástica Ponte Preta".
FILHO:
Ah, sei. Mas não foi nesse jogo que o Rui Rei, artilheiro da Ponte, se
vendeu e foi expulso logo no começo do jogo só pra não fazer gols e
assim ajudar o Corinthians?
PAI:
Foi, seu filho da puta, mas e daí!?
FILHO:
Mas pai... Este ano o São Paulo completou 30 anos do primeiro título
brasileiro que conquistou e, ao invés de festa e camiseta comemorativa,
ganhou mais um e agora eles são Penta.
PAI:
Foda-se, filho! Eles são bambis!!!!
FILHO:
São, pai? Mas eles me dizem que são Penta Brasileiro, Tri da
Libertadores e Tri Mundial. É verdade?
PAI:
É verdade, filho! (de cabeça baixa)
FILHO:
É verdade também que se não fosse um tal de Grafite, atacante do São
Paulo, nós teríamos sido rebaixados também no Paulistão?
PAI:
Você não quer falar de Fórmula 1!?
FILHO:
Tá bom, pai. Mas o Rubinho não é corintiano?
PAI:
Puta que pariu, moleque! É, caralho!
FILHO:
Vixe, pai!!! O Rubinho é corintiano e o melhor piloto brasileiro da
atualidade, o Felipe Massa, é são-paulino. Vamos falar de futebol
mesmo, vai.
PAI:
Calma lá!!! Mas o Senna era corintiano, filhão!!
FILHO:
Eu sei, pai. Já me falaram isso. E me contaram que, como corintiano, ele
não agüentou. Em 93, viu o São Paulo conquistar o Bi Mundial e o
Palmeiras sair da fila em cima do Corinthians, aí percebeu que não
adiantava torcer pra esse time e enfiou o carro no muro.
PAI:
(APENAS SUSPIRA)
FILHO:
Calma, paizinho. Vamos passear, me leva ao estádio do Corinthians.
PAI:
(chorando) Não temos estádio, porra! Temos uma chácara que apelidamos
de fazendinha e que é menor do que qualquer ginásio da NBA.
FILHO:
(puto da vida) Chega, pai! Assim não dá. Não temos estádio, não temos
time, nosso título mais comemorado é um paulistão roubado, o nosso
quarto título brasileiro foi mais roubado ainda, somos o único clube
grande (GRANDE????) da capital paulista que não tem Libertadores, a
nossa torcida é a segunda do país e de nada adiantou, a torcida do São
Caetano é mil vezes menor e já viu o time numa final de Libertadores,
nosso título mundial é uma fraude, o maior ídolo da nossa torcida no
século XXI é argentino e nós estamos na segunda divisão. E você ainda
quer que eu seja corintiano? Você é um fanfarrão, pai!!!!!
PAI:
(um minuto de silêncio)
FILHO:
Posso fazer só mais uma pergunta, pai?
PAI:
Pode, filho!!! (enquanto seca as lágrimas)
FILHO:
Pra que time torce aquele filho da puta do presidente Lula?
PAI:
Corinthians, meu Deus!!!!! Corinthians!!!!
FILHO:
Mãe, pode ficar tranqüila. Se o pai sabe de tudo isso e ainda torce pro
Corinthians, é porque ele gosta de ser enganado e nem desconfia que eu
seja filho do vizinho.
Publicado em 06 de dezembro de 2007 às 15:48 por grécia
Faz tempo que eu digo pra colocarem o São Paulo para jogar no lugar da Seleção Brasileira, faz tempo! hahahaha
Joguinho fraco o de ontem, hein! Deu até sono. Isso porque ainda foi melhor que o de domingo. Será que dá para piorar? Não, não, bate na madeira, credo!
Publicado em 22 de novembro de 2007 às 18:45 por grécia
"Abaixe e paste. Seja realista."
Às vezes, os chamados malacos ou vândalos são mais inteligentes que muita gente que estuda um monte ou tem dinheiro de sobra. E a realidade é absurda para todos.
Publicado em 04 de outubro de 2007 às 12:06 por grécia
Vamos brincar de cafuné e de biscoitinhos no final da tarde e de chá com flores e frutas e de carinhos e sorrisos e de abraços apertados na multidão
Vamos brincar de deixar os olhos alheios fixos no nosso amor de ser feliz até doer de rir sozinhos de rir juntos de rir
Vamos brincar de festejar os meses de dar surpresas de presentear de deixar bilhetes de deixar cartões de mandar flores de comprar bombons
Vamos brincar de cozinhar juntos de fazer sobremesa pra comer na cama depois
Vamos brincar de cortar cebola cortar alho e lamber e cheirar as mãos depois
Vamos brincar de nos sujar de molhar de lavar de secar depois
Vamos brincar na terra na piscina no mar no rio no lago na pedra
Vamos subir o monte descer de bicicleta caminhar no parque
Vamos brincar de festerê de jantar você de jantar eu
Vamos brincar de fantasias de insônia para mais amor
Vamos brincar de não brigar de não brigar nem quando isso for
Vamos brincar de ser sinceros e de demonstrar sentimentos e de perdoar e de explicar e de entender e de sorrir inocente
Vamos brincar?
Publicado em 07 de setembro de 2007 às 04:43 por grécia
E de repente eu estava só
Você estava só
E de tão ausente estava perto
Quase sem dó
E de tão presente estava dentro
Fora por fora do mundo verdadeiro
E de repente estava mudo
Surdo, cego, sem sentir
E de ausente
Fez presente
Presente para eu tanto ouvir
Publicado em 07 de setembro de 2007 às 04:33 por grécia
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)
Publicado em 22 de agosto de 2007 às 21:44 por grécia
Eu tenho certa dificuldade em lidar com a virilidade masculina. Não, não é o que vocês pensaram. Claro que gosto de homem viril, seguro, com uma boa pegada, forte na atitude (não necessariamente no corpo), com cheiro, gosto de homem. Mas o que é chato é alimentar um ego já inflado pelo machismo da sociedade há séculos. Essa coisa de jogar confete, de colocar o homem num pedestal, de mentir para que ele se sinta bem. Dá nojo. Nojo. Embrulha meu estômago ver um homem se exibir ou "se achar" por causa de um elogio. Pode ficar feliz, massagear o ego, sorrir sozinho? Pode. Mas não pode depender disso, ficar chato, parecer um leonino, funcionar só assim.
Publicado em 14 de agosto de 2007 às 15:31 por grécia
Meus alunos resolveram passar para a função de professores e inverter os papéis comigo. É disso que mais gosto quando dou aulas: a possibilidade de aprender, de ensinar, de rever assuntos estudados, de pensar nas dúvidas dos discentes. Eles sempre me ensinam mais do que imaginam.
Agora querem me ensinar alongamento. Eu acho que é só pra rirem da minha cara quando não consigo fazer ponte, viu! Hahahahaha Mas eles se surpreenderam, porque consigo levar a mão aos pés sem dobrar os joelhos. O problema é a flexão e a ponte mesmo. Isso é para quem treina, não para mim. Hahahaha Na escola, sempre gostei mais do abdominal.
Mas o fato é que eles entenderam qual exercício alonga o quê, que partes do corpo nós precisamos esticar bem e aquecer antes e depois da aula, a importância de cuidar dos braços para não ficar com dores depois.
O bom é que eu me divirto cada vez mais com eles.
Publicado em 06 de agosto de 2007 às 10:35 por grécia
Eu sempre tive vontade de olhar pela janelinha dos outros quartos no motel, pra ver o que estão fazendo, as posições, as invenções, o tradicional, pra ver se são só duas pessoas etc etc etc. Já pensei em levar uma escada dobrável no carro ou um banquinho para usar no estacionamento. hehehehe Qual seria o problema se algum funcionário me pegasse vendo os outros clientes? Só mandaria descer ou sair do motel? Ah, isso seria mínimo, tudo bem. Acho que vou tentar qualquer dia desses.
Uma coisa que gosto de analisar em filme pornô (sim, tem filme que você vê tanto ou que é tão parecido com outros que você passa a analisar, além de ver pra se excitar) é a cara dos atores. Só pra imaginar se eles são profissionais o suficiente pra disfarçar o tédio ou pra pensar no quão bom ou ruim estava fazer aquela cena. Tem expressão tão falsa que faz até a gente perder o tesão com o filme. Mas tem outras que convencem a tentar aquela forma. E tem ainda aquelas que são tão "artísticas" que parecem verdadeiras, que dão asas à imaginação. Eu sempre penso: humm, esse ator gostou de transar com essa atriz! Essa atriz gostou de levar um desses, hein!
E puteiro? Eu tenho vontade de ficar sentada só olhando o movimento do local a noite toda. Deve ser engraçado e excitante. hahaha Alguns velhos com cara de babacas, alguns jovens com cara de que nunca viram mulher na vida, alguns bêbados, alguns em turmas de amigos zoando uns com os outros, alguns sérios deixando transparecer o problema de ereção ou de falta de namorada mesmo. hahahaha Eu também iria querer ver pela fechadura ou entrar nos quartos pra assistir ao desenrolar final.
Publicado em 06 de agosto de 2007 às 10:21 por grécia